Substâncias presentes na erva fazem dela um poderoso aliado para quem quer emagrecer, cuidar da saúde e retardar o envelhecimento.
A nutricionista Vilma Aguiar destaca o efeito depurador da erva, que estimula o metabolismo do fígado e ajuda a inibir a absorção de gordura.
Depois do chá verde e do chá branco, chega a vez do chá vermelho como o novo ‘‘queridinho’’ de quem quer emagrecer, prevenir doenças e retardar o envelhecimento.
A grande diferença do tipo vermelho para o verde e o branco, que também têm efeitos benéficos para a saúde, segundo a nutricionista Vilma Aguiar, de Londrina, é o efeito depurador da erva, que estimula o metabolismo do fígado e ajuda a inibir a absorção de gordura.
Também tem efeito analgésico, anticoagulante, antibiótico, antidiarréico, anticárie e protege as artérias. É rico em componentes essenciais, como polifenois, catequinas, teofilina, teobromina, vitamina C, vitamina B, cafeína e taninos - pool de substâncias que acelera o metabolismo e reduz o colesterol, melhorando a digestão. ‘‘Ele também tem a função de desentoxicação de metais pesados, diminui a retenção hídrica, e ajuda a abaixar o colesterol porque diminui a absorção que ocorre no intestino’’, explica.
Segundo Sylvana Braga, médica ortomolecular, nutrologista, reumatologista e fisiatra, de São Paulo, o chá vermelho apresenta também anti radicais-livres e propriedades antioxidantes, que previnem o envelhecimento celular e as doenças degenerativas. ‘‘São inúmeros seus benéficos para o bem-estar, inclusive na parte emocional, porque ajuda a combater a depressão’’, afirma a médica.
Os chás verdes, branco, vermelho, e mesmo o preto, são todos da mesma família, feitos a partir da erva chamada camellia sinensis. O que difere cada tipo é a forma de colheita, o preparo (maturação) e a forma de secagem das folhas. O chá branco, por exemplo, é feito das ervas novas, as primeiras a serem colhidas. O verde é feito das folhas maduras, e o banchá, ou preto, é feito das folhas mais velhas. O chá vermelho pode chegar a ficar 60 anos armazenado em barris no processo de fermentação e secagem, tempo que diminuiu para dois a três anos para que o produto pudesse ser comercializado.
Apesar de denominado vermelho, este tipo de chá tem coloração escura, próxima do marrom, e o característico sabor amargo é um pouco mais suave que o verde.
O consumo do chá vermelho deve acontecer, segundo a nutricionista, longe das principais refeições, uma hora e meia antes ou duas horas depois. ‘‘Isto porque, junto com as refeições, ele impede a absorção de outros minerais e nutrientes’’, explica.
Apesar dos benefícios para a queima de gorduras, a nutricionista ressalta que não basta tomar o chá sem mudar outros hábitos como alimentação e prática de atividade física. ‘‘Com uma dieta balanceada, o chá funciona como um poderoso complemento no emagrecimento’’, diz. Para uma ação terapêutica ela recomenda de três a quatro xícaras por dia.
Em algumas situações, o chá é contra-indicado: se tomado em excesso, aumenta a ansiedade, a insônia, a tensão pré-menstrual (TPM) e a possibilidade de cálculos renais, por conta do alto teor de oxalatos. ‘‘Deve ser evitado por grávidas e pessoas com hipertensão arterial, que podem tomar no máximo uma xícara’’, ensina a médica.